segunda-feira, 2 de julho de 2012
Além do Infinito - Trovas e Frases
Laçamento do livro "Além do Infinito - Trovas e Frases", da poetisa Maria Nascimento, nascida em Coruripe(AL) e radicada no Rio de Janeiro há muitos anos. A apresentação do livro coube a este blogueiro (Zealberto), no salão de eventos do Pajuçara Praia Hotel. À mesa o poeta Claudio Antonio Jucá Santos, presidente da Academia Maceioense de Letras, a autora, Maria Nascimento, a médica Eliante Aroucha e o acadêmico Judá Fernandes. A autora é sócia efetiva da Academia Maceioense de Letras e presidente da União Brasileira dos Trovadores (RJ).
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em sutil confronto às mágoas vividas.
Abrandam as dores das desilusões,
Transformam em rimas as lágrimas contidas.
Versos voejam ao sabor da ilusão,
O pensamento, em cumplicidade,
Constrói seu mundo, lava o coração.
Lavando a alma em quimeras distantes,
Invade trilhas e caminhando vai
Cobrindo os rasgos das mágoas de antes.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Pedro Onofre homegeado pela UFAL

Pedro Onofre de Araújo é advogado, poeta, escritor, jornalista, dramaturgo, ator, administrador cultural, analista judiciário aposentado do Tribunal Regional do Trabalho - 19º Região, Fundador do Museu da Imagem e do Som, foi presidente da Fundação Teatro Deodoro, membro da Academia Maceioense de Letras e de outras entidades culturais. Possui várias obras publicadas e recentemente lançou "Poesias Completas de Pedro Onofre. Nasceu em Maceió no dia 27 de junho de 1937.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Um poema de Arriete Vilela
............................................Arriete Vilela.
Poema 50
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Esfiapo-me assim
em palavras
para que não me ardas na pele
crestada:
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sob o sol e ao relento
tenho buscado as migalhas
de afeto com que vais marcando
o caminho – pistas que farejo
na solidão.
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também esfiapo o meu olhar
e me lanço à proa dos barcos
que atravessam a lagoa
ao entardecer: carregam no casco
despintado a rudeza dos meus afagos
sem ancoragem.
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Esfiapo-me em inutilidades
de uma poesia que se desvaira
em saudade - e transcende o que sou,
para que não se extinga no meu peito
o voo intuitivo dos vaga-lumes.
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Esfiapo-me assim
em versos
para que me celebres no anonimato
da tua vida.
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Arriete Vilela – Poeta, romancista e contista nasceu em Marechal Deodoro, Alagoas. Professora aposentada da Universidade Federal de Alagoas, onde trabalhou com a autoria feminina na Literatura Brasileira, foi eleita para a Academia Alagoana de Letras em 1996. Sua obra recebeu inúmeros prêmios, pela importância de sua obra, como o da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, em 2002.
Obras publicadas (poesia e ficção):
Eu, em versos e prosa (1970), 15 poemas de Arriete (1974), Recados (1978), Para além do avesso da corda (1980), Pequena história da meninice e outras estórias (1981), Remate (1983), Fantasia e avesso (1986), Farpa (1988), A rede do anjo (1992), Dos destroços, o resgate (1994), O ócio dos anjos ignorados (1995), Tardios afetos (1994), Vadios afetos (1999), Grande baú, a infância (2003), Frêmitos (2003), A Palavra sem Âncora (2005), Lãs ao vento (2005), Ávidas paixões, áridos amores (2007), Obra poética reunida (2009).
O poema transcrito integra o livro "Palavras em Travessia", incluído no volume "Obra poética reunida" (2009 - Gráfica Editora Poligraf - Maceió/AL).
sábado, 28 de janeiro de 2012
Prêmio Notáveis da Cultura Alagoana - 2011
Este blog recebeu pelo terceiro ano consecutivo (2009 - 2010 - 2011) o Prêmio Notáveis da Cultura Alagoana, instituído pelo Blog do Carlito Lima (http://carlitolimablog.blogspot.com/), na categoria Imprensa. O Troféu "Guerreiro Alagoano" e o Diploma foram entregues ontem (dia 27), em reunião muito concorrida, realizada ao cair da noite na Praia da Pajuçara - Maceió-AL, pelo próprio criador do evento Carlito Lima, escritor, membro da Academia Alagoana de Letras e Secretário de Cultura do município de Marechal Deodoro.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Posse na Academia Maceioense de Letras
As poetisas Lys Carvalho e Valderez de Barros logo após tomarem posse no quadro de sócios honorários da Academia Maceioense de Letras, dia 25 de janeiro, em sessão festiva presidida pelo poeta Cláudio Antônio Jucá Santos, no Pajuçara Praia Hotel. Elas integram o Grupo Literário Movimento da Palavra.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
30 anos de saudades de Ellis
sábado, 24 de dezembro de 2011
Um soneto de Natal
Natal de um pária
Pedro Onofre
- Mamãe, papai Noel é mesmo um bom velhinho?
Se ele em verdade existe, assim como é falado,
por que não se lembrou de mim, esse enjeitado
que pra calçar não tem sequer um sapatinho?
E aquela pobre mãe, cabelo em desalinho,
o olhar busca esconder, tristonho e marejado
do pranto que verteu. Encara com cuidado
o filho, preocupada em demonstrar carinho.
Tenta expulsar do rosto essa expressão sombria
e num sussurro diz ao filho de repente:
- Se acaso ele existisse, o que lhe pediria?
E a criança ao responder-lhe, incrédula sorri.
- Queria que me desse, mãe, como presente.
na Noite de Natal, o pai que nunca vi.
Este soneto consta do livro “Poesias completas de Pedro Onofre”, lançado dia 22 de dezembro.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Dois poemas de Adélia Prado
A carne simples
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Na cama larga e fresca
um apetite de desespero no meu corpo.
Uivo entre duas mós.
Uivo o quê?
A mão de Des que me mói e me larga na treva
Na boca de barro, o barro.
Quando era jovem
Pedia cruz e ladrões para guarnecer meus flancos.
Deus era fora de mim.
Hoje peço ao homem deitado do meu lado:
me deixa encostar em você
pra ver se eu durmo.
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Roça
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No mesmo prato
o menino, o cachorro e o gato.
Come a infância do mundo.
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Adélia Prado nasceu em Divinópolis, Minas Gerais. Dentre sua vasta obra poética destacamos: Bagagem, O coração disparado, Terra de Santa Cruz, O pelicano, A faca no peito, Poesia reunida, Oráculos de Maio. Os poemas acima estão em "O coração disparado" (Editora Record)
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Um relógio criativo
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Clique no endereço abaixo
e descubra mais criatividade.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Joaldo Cavalcante lança novo livro

sábado, 12 de novembro de 2011
Poema de Lêda Mello
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Lêda Mello
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Assento-me no topo
do mirante do tempo.
Meus sonhos foram barco
singrando o teu mar
de marés oscilantes.
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Sorvo o ar impregnado
do mistério que existe
no vaivém das ondas,
entre o luar e a aurora
dos teus caprichos.
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A esteira de espuma
é o que resta do teu barco
rasgando as águas,
o oceano insondável
dos teus desejos.
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Deixo que a brisa suave
que movia as minhas ilusões
reconduza-me, mansamente,
para as águas tranquilas
do meu porto e remanso.
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(Arapiraca (AL) - Brasil)
Poema de Cavalcanti Barros
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Faz
O meu Agora.
Num salto quântico
De vida.
Uma santa magia acontecida,
Energia de Deus
Que em tudo aflora.
José Cavalcanti Barros, jornalista, escritor e poeta. Membro do grupo "Movimento da Palavra" (movimentodapalavra.blogspot.com)
domingo, 23 de outubro de 2011
Os dois disseram a mesma coisa?
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
Prêmio Nobel de literatura 2011
Há 21 anos o poeta sueco Tomas Tranströmer sofreu um acidente vascular cerebral que o deixou com metade do corpo paralisado e quase sem conseguir falar. Apesar disso, o escritor e também psicólogo, hoje com 80 anos, nunca parou de escrever, sempre longe dos holofotes mediáticos e isolado numa pequena ilha da Suécia. A Academia não se esqueceu da força realista dos seus versos e atribuiu-lhe, em Estocolmo, o Nobel da Literatura.
(Fonte: www.cmjornal.xl.pt/)
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Publicação de "Angústia" completa 75 anos
Este ano comemora-se os 75 anos da publicação do terceiro romance do escritor alagoano Graciliano Ramos. Em várias cidades do país o evento está sendo comemorado. Será que em Alagoas algum evento lembrará este marco da literatura brasileira?O escritor Antonio Cândido, 93 anos, lembra o que representou a publicação de "Angústia" na primeira metade do Séculoo XX. Clique no link abaixo e leia a matéria na íntegra:
http://migre.me/5KUe8
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Cultura alagoana perdeu Marcial Lima
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Nossos últimos encontros ocorreram nas proximidades de minha residência, quando ele saía das sessões de foniatria, onde buscava reaprender a falar. Logo ele, um homem que ao longo da vida sempre dominou plateias pela força das palavras pronunciadas com clareza, como ator teatral ou como conferencista, estava reaprendendo a falar. Uma triste ironia. O último desfile do seu bloco do coração, assistiu, ao lado de familiares e amigos, da sacada de um apartamento na praia de Pajuçara.
Marcial encantou-se na manhã do último sábado, dia 17/09, deixando muita saudade.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Um poema de Emanuel Galvão
Conceitos
Emanuel Galvão
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A palavra pesada
Diz ferro
Gritante diz
Berro
Carente diz
Quero
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Tão compreensiva quando diz
Releve
Tão suave se diz
Leve
Esclarecedora quando digo
Revele
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A palavra vem sempre
Carregada de conceitos
Eu carregado de defeitos
E nos trazemos palavras
Como heranças
E as usamos
Da maneira que nos agrada
Palavra eleva
E quando queremos
Desagrada
Faz-se uso da palavra
De maneira errada
Ou correta
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A palavra só nos usa
E até abusa
Quando pensamos em fazer versos
Soberana desse universo
Ela é que faz uso do poeta
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O poema acima consta do livro "Flor Atrevida" (Editora Quadrioffice" - Maceió/2007).
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Nunes, poeta
Paulo Jacinto
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Manoel Nunes Lima
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Paulo Jacinto! Fazendas, estradas,
Ruas compridas e tortuosas
Noites calmas, enluaradas,
Morenas acanhadas e dengosas.
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Paulo Jacinto! Carros-de-bois passando
gemendo, gemendo constantemente.
Rio correndo, gado pastando,
Mulheres lavando roupa ao sol quente.
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Paulo Jacinto! Boêmios apaixonados
fazendo seresta a noite inteira...
Paulo Jacinto! Casais de namorados
passeando na festa da padroeira!
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Paulo Jacinto! Cigarras cantando
em tardes quentes de verão...
Gente forte e alegre trabalhando
Na colheita do algodão.
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Paulo Jacinto! O meu lar paterno
Uma casa azul com portão ao lado...
O rio enchendo em tarde de inverno,
A voz de meu padrinho tangendo o gado.
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Poema escrito pelo jornalista, cronista e chargista Manoel Nunes Lima, em 1951, homenageando a terra que o adotou
quarta-feira, 6 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Nunes, uma saudade
Minha solidariedade à sua esposa Morenita e ao filho Márcio pela perda irreparável.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Poetas alagoanos quase esquecidos (9)
Sonetos de Cipriano Jucá (*)
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Penedo
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As águias fazem ninho no rochedo;
Amam a liberdade dos condores;
O abismo, em suma, não lhes causa medo,
Nem perturba também os seus amores.
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Há, na vida das águias, um segredo;
Nos seus voos possantes há rumores
De glorias, de saber, como no aedo
Quando sabe cantar entre esplendores.
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Num Penedo também, grande Sabino,
Foi que nasceste para ao teu destino
De ser águia, na vida transitória.
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Mas, se as águias se abismam no infinito,
O teu canto genial foi tão bonito
Que te abismaste nos lauréus da glória.
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(Este soneto foi dedicado ao poeta penedense Sabino Romariz --1873-1913)
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Sanhaçú
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Eu tinha, nesse tempo, meus dez anos
E era um menino bom para meus pais;
Apenas traquinava junto aos manos,
Batendo em latas velhas, nos quintais...
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Quantas vezes livrei de seus tiranos
Os sanhaçús, canoros animais,
Que outros memeninos maus e desumanos
Só faziam matar... e nada mais!
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Eu não! Eu tinha, nessa idade, o senso
Do menino educado e já propenso
Ao que eleva nossa alma para o bem.
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Fiquei homem assim... Não sou culpado
De ser um sanhaçú abençoado
Que não teme os bodoques de ninguém!
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(*) Cipriano da Silva Jucá (Maceió, 1886 - São Paulo, 1966) considerado pelo crítico Agripino Grieco “como um sonetistas dos mais perfeitos”, formou-se em Farmacologia pela Faculdade de Medicina da Bahia; em Alagoas foi professor do Seminário e prefeito da cidade de Maceió. Fundador da Academia Alagoana de Letras, escreveu para vários jornais alagoanos e de outros estados. Mudou-se para o Rio de Janeiro (1940) e depois para São Paulo (1950) onde é reconhecido como patrono de escolas, praças e ruas. Em Maceió, apenas uma rua no bairro do Poço, leva o seu nome. Obras publicadas: “Ode aos Jangadeiros Alagoanos” (1936), “Os Quarenta” (1938), “Asas de cera” (1951) e “Alma lírica do Brasil” (1960). É avô do poeta Cláudio Antonio Jucá Santos, fundador e atual presidente da Academia Maceioense de Letras.











