Há 5 anos
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
domingo, 21 de outubro de 2012
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Cogito
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Torquato Neto (*)
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Torquato Neto (*)
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eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível
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eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
se novos secretos dentes
nesta hora
.
eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim
.
eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranquilamente
todas as horas do fim.
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Torquato Pereira de Araújo Neto nasceu em Teresina (PI) no dia 09/11/1944. Saiu
de sua terra natal para estudar em Salvador (BA). Foi contemporâneo e
compartilhou do nascimento do movimento musical que deu origem aos Novos Baianos.
Conheceu Galuber Rocha e participou início do Cinema Novo. Ainda na Bahia,
casou-se com Ana Maria dos Santos e Silva com quem teve seu único filho Thiago.
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1962. Foi parceiro dos maiores compositores
da época. Viajou pela Europa e Estados Unidos. Faleceu no Rio de Janeiro(RJ) em
10/11/1972. Sua vasta obra, garimpada pelos amigos e admiradores, consta de alguns livros
como “Torquato Neto ou A Carne Seca é Servida”, de Kennard Kruel (em segunda
edição, revista e ampliada), 1º lugar no Concurso Literário – “Prêmio Mário
Faustino”, do Governo do Estado e Fundação Cultural do Piauí, ano de 2000..
eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível
.
eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
se novos secretos dentes
nesta hora
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eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim
.
eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranquilamente
todas as horas do fim.
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terça-feira, 9 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Poema de Lêdo Ivo
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Precauções Inúteis
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Lêdo Ivo
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Quem tapa
minha boca,
não perde por esperar.
O silêncio de agora
amanhã é a voz rouca
de tanto gritar.
não perde por esperar.
O silêncio de agora
amanhã é a voz rouca
de tanto gritar.
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Quem tapa
meus olhos
nada esconde de mim.
Sei seu nome e seu rosto,
o lugar em que estou…
sua noite sem fim.
nada esconde de mim.
Sei seu nome e seu rosto,
o lugar em que estou…
sua noite sem fim.
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Quem tapa
meus ouvidos,
me faz escutar mais.
Igualei-me as muralhas
e o silêncio maisfundo
guarda o rumor do mundo.
me faz escutar mais.
Igualei-me as muralhas
e o silêncio maisfundo
guarda o rumor do mundo.
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Quem quer
me ver sem memória,
erra redondamente.
Lembro-me de tudo
e cego, surdo e mudo
até o esquecimento.
erra redondamente.
Lembro-me de tudo
e cego, surdo e mudo
até o esquecimento.
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E quem me
quer defunto
confunde verão e inverno.
Morto, sou insepulto.
Homem sou sempre vivo.
Povo sou eterno.
confunde verão e inverno.
Morto, sou insepulto.
Homem sou sempre vivo.
Povo sou eterno.
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012
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