Loading...

sábado, 31 de outubro de 2009

Antologia Movimento da Palavra



Noite de Autógrafos
.
Os poetas José Alberto Costa, Lou Correia, Aydete Vianna, Valderez de Barros, Sandredy Marzo, Dydha Lyra, Lys Carvalho e Arlene Miranda , durante o concorrido lançamento da "Antologia Movimento da Palavra", pouco antes da sessão de autógrafos, no mesanino da Nossa Livraria Editora, dia 29 de outubro, em Maceió - AL, onde ocorreu o evento.

sábado, 24 de outubro de 2009


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Poemas de Pedro César da Silva

.

O amor é cego
.

O meu amor
Te procura.
O teu amor
Me encontra
E me guia
Por ruas
Escuras.
E sem luz
Seguimos abraçados
E atravessamos ruas
Guiados pelo acaso.

.

.

Sonho
.

O dia pode
Até chegar
Mais cedo,
Que acordarei
mais tarde
Quando sonhar
com você.

.

O poeta Pedro César da Silva é alagoano de Maceió onde vive, trabalha e escreve coisas maravilhosas como este pequeno poema: “Uma / janela/ já me é suficiente / para ver um pedaço do mundo”. Lançou o livro de poemas intitulado “Janelas”, no dia dois de outubro, no auditório do Hospital Escola Portugal Ramalho, onde trabalha. Estudou em escolas públicas, formou-se em Jornalismo e História pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Em 1994, em parceria com o amigo José da Guia Silva, publicou o livro “Absoluto obsoleto”.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Bienal de Pernambuco homenageia Rogaciano Leite

.

Foto anterior

Mover

Foto anterior

A sétima edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco lançará nesta quinta-feira, dia oito, às 19 horas, a reedição do livro Carne e Alma, de autoria do jornalista, escritor e poeta pernambucano Rogaciano Bezerra Leite, no Centro de Convenções de Pernambuco. A filha do poeta, Helena Leite, estará presente às homenagens em memória do seu pai, falecido há 40 anos. Rogaciano morreu em 7 de outubro de 1969.
.
O município de Itapetim, Agreste de Pernambuco, a 420 km do Recife, terra Natal do poeta, também homenageará o escritor com uma programação festiva de 9 a 11 de outubro, com exposição de fotografias e de objetos pessoais, além de um espetáculo teatral sobre a vida e obra do poeta. Na oportunidade será aberta a primeira etapa do Congresso de Poetas Repentistas de Itapetim. Todas as homenagens serão realizadas no Centro Cultural Rogaciano Leite, daquela cidade.
.
Fonte: site PE360 Graus

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Soneto de Carlos Moliterno

Poeta Carlos Moliterno

Soneto da Viagem
.

Sobre as ondas, afoito, direcionou a quilha
e abriu, venturoso, as velas do veleiro,
que longe havia, além da fantasia, a Ilha
que nele incendiava o astuto timoneiro.
.
Foi que era Sol na hora da viagem,
pois o poeta, sempre irmão da claridade,
nutria-se, astuto, da luz e da miragem
com as quais teceu a sua eternidade.
.
Nem tanto o inquietava a hora de chegar:
Antegozava, sim, a vertigem da viagem,
que viver também lhe era parar de navegar,
.
num dia de tempestade, ou numa noite de luar.
Daí, ter avistado na ILHA uma paragem:
se o continente o entediasse.E precisasse amar !

.

.
CARLOS MOLITERNO
poeta, jornalista, crítico literário, foi presidente da Academia Alagoana de Letras por seis mandatos consecutivos, autor dos livros Desencontro, Notas Sobre Poesia Moderna em Alagoas e do festejado A Ilha, considerado um clássico da poesia alagoana. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, autor da letra do Hino de Maceió, faleceu no dia 19 de maio de 1998, aos 86 anos.

sábado, 12 de setembro de 2009

Dois poemas de DYDHA LYRA

Praia de Pajuçara - Maceió - Alagoas
.
.
Pajuçara.
.
Quantos matizes
Precisa meu olhar
Pra colorir o beijo fogoso e morno
De tuas ondas
Sobre pálidas areias
Que depois de afagadas
Em seus montes de sargaços
Imaginam-se mulheres
Defloradas por luzes
Que vazam das silhuetas esguias
De teus coqueirais!..
.
.
Solidão em Pajuçara
.
Trago em mim fantasmas
Que me cercam de dia
E dias que me vestem de noites
E noites que se desnudam,
Lascivas e libidinosas,
Bailando num silêncio
De pausa na ópera,
Desde a sinfonia do amanhecer..
.
Pajuçara sem sol
E um mar cinza, cinza, cinza...
.
Meus olhos ardidos,
Vento nordeste
Embaçou meu sentir ...
.
Calo as palavras,Nada digo...
Apenas vejo imprecisa
A paisagem que me olha,
Surda e quase muda,
Tateando minha solidão castrada,
Para que ninguém mais possa senti-la.

.

Soneto de Francisco Valois

.
SONETO ELEGÍACO
.
O meu olhar, insone, devassando
o silêncio da sombra refletida:
- no ventre do cristal se congelando
os vestígios da imagem consumida.
.
Na linguagem das mãos, enclausurando
o momento da morte acontecida,
há, transparente e vaga, modulando
uma canção fugaz e indefinida.
.
No espelho, formas de luar estáticas
e, no longínquo sono, mãos aquáticas
são o apelo da morta que naufraga.
.
Supero dimensões de continentes:
- na salsugem dos olhos languescentes,
Envolto o morto amor desfeito em vaga.
.
(Francisco Valois da Costa Andrade)

domingo, 23 de agosto de 2009

Poemas de João José de Melo Franco

.

Café com meu pai
.

Debaixo de um pé de café
sepultei o corpo de meu pai,
com o rosto voltado para as ramas,
de modo que seus olhos
seguissem sempre num horizonte verde,
e as narinas, um cheiro doce,
capaz de matar sua sede.
Também para que tivesse sombra nos dias de sol
e muitos companheiros de viagem,
como ele, plantados no cafezal.
Colhe agora o que deu em vida
e o que dele ficou inútil, o corpo,
assim continua a ainda palpita.
.
Agora que envelheço,
bebo café de outro jeito.
Não só para abrandar o peito,
não só para acender o pito,
mas para rever seu rosto,
um cafezal, e assim existo.

.
.

Eros
.
Nada há mais belo
do que o sono de quem ama.
Quando dorme, o amor não sonha,
não sofre, não dói.
Mas se é da terra, onde sopra a vida,
devo flechá-los e cálida ferida
florescer no corpo e revolver a alma,
e despertar a dor, para que seja querida,
como o dom da vida,
que desperto em meu amor.
.

João José de Melo Franco nasceu em Barretos, São Paulo, em 1956, e hoje, é morador de Santa Tereza, no Rio de Janeiro. É poeta, tradutor, publicitário, cineasta e editor, e estreou, em 1979, com o livro Primeira Poesia. Depois publicou Esse Louco Desejo (1980) e Amor Perfeito (1984). Em 2006, depois de 20 anos afastado do mercado editorial, publica O Mar de Ulisses, pela Ibis Libris Editora. Citado no blog do jornalista Ricardo Noblat.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Primeiro aniversário

Zealberto: blogueiro agradecido
.
Este blog completou hoje, dia 14 de agosto, um ano de existência. Neste momento, são 21,45 hs, e já contabilizamos um total de 9.155 acessos nesses 12 meses de atividades. Uma boa média para um espaço que divulga basicamente poesia de autores alagoanos, alguns não tão conhecidos ainda. Leitores de cerca de 40 países já acessaram o VersoReverso, destaque para Portugal com mais de 200 visitas.
Agradeço aos visitantes e espero continuar contando com a preferência de todos por mais alguns anos.
Um abraço.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Poemas de Pedro Cabral Filho

.
.
A noite
.
Não saia de perto de mim,
A noite não vem de longe.
Pelo contrário,
Vem de muito perto,
Depois daquela linha
Ali do horizonte.
Às vezes,
Vem com lua cheia,
Noutras,
Com lua minguante.
Às vezes, estrelada,
Por vezes, nublada,
Quantas vezes escondida
Só para te ver
Toda brilhante.
.
.

Verde Oliva
.
Ele espremeu o limão
No copo de alegria
E supôs ser aquela bebida
Um costumeiro desvario.
Tomou um chope
Ao notar
Que o limão
Se desligou docemente do ácido
E sorriu para a vida.
.
Pedro Cabral Filho é arquiteto, professor universitário (UFAL), poeta, editor do blog “PoisÉ – jornaleco de opiniões e picuinhas”, onde também vem publicando capítulos do seu romance inédito "Ninho dos opífices".

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Dois Poetas Inspirados

.
O Rio da vida
.
Nossa vida é como um rio
no declive da descida:
as águas são as saudades
de uma esperança perdida,
e a vaidade a espuma
que fica à margem da vida.
.
Dimas Batista Patriota - Itapetim - PE
.
.
.
A enchente dos anos
.
A enchente dos anos foi chegando
Com trovões e borrascas violentas
No volume das águas pardacentas
Meu açude de sonhos foi vazando
Vi meu tempo de jovem se afogando
No remanso do poço da idade
E a pilastra da ponte da saudade
Se partiu pelo meio e me pegou
A enchente dos anos carregou
O açude da minha mocidade
.
José Luiz Neto – Mossoró - RN

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Poema de Lêda Mello

Lêda Yara Motta Mello

VESTÍGIOS
.
Lêda Mello
.
Tomei as lembranças pela mão e segui
num passeio nostálgico pela terra do ido,
onde as brumas escondem na névoa
os encontros de uma vida.
Cenas diluídas de um filme
que o tempo tornou quase irreal.
.
Curiosamente, sem saudades,
mas, ainda com algum encanto,
ali, num ponto esmaecido do tempo,
estávamos nós.
Tu e eu... E meus sonhos.
Tantos deles, tantos!
E tão bonitos!
Onde estarão?
Que foram feitos deles?
Em que constelação se abrigaram?
Vagariam, perdidos...?

.
Suavemente, na quietude do momento,
percebo, no âmago das lembranças,
que a vida seguiu seu curso,
que o tempo se escoou na espera,
e que o que restou de tantos sonhos
mergulha, aos poucos, nostalgicamente,
na névoa do imaginário.
.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Poema de Marília Rodrigues Alencar

Marília Rodrigues Alencar
.
.
Não...
.
Não me peça palavras
Já não sei me expressar
Não me peça provas
Que não posso dar
Não me peça carinho
Que tudo já lhe ofertei
Não me dê espinhos
Com todo amor que te dei
Não me peça explicação
Do que não sei explicar
Não me peça perdão
Não há nada a perdoar
Não me peça um abraço
Pois mais que isso te dou
Não me peça um amasso
Quero mais que uma noite de amor!
.
Publicado no blog "Paixão Acesa" (http://paixaoacesamarilia.blogspot.com/)

sábado, 11 de julho de 2009

Medeiros na Academia

Médico e escritor José Medeiros na AAL
.
O médico e escritor José Medeiros foi empossado na cadeira nº 40, da Academia Alagoana de Letras dia 24 de julho, no casarão da Praça Deodoro, sendo saudado pelo confrade Ricardo Nogueira, em cerimônia conduzida pela primeira secretária, acadêmica Enaura Quixabeira.
A cadeira nº 40, que era ocupada pelo médico Gilberto de Macedo, tem como patrono Zadir Índio de Santa Cruz (1880-1918), poeta, cronista, jornalista e romancista, nascido na cidade do Pilar (AL).
O novo acadêmico é cronista do jornal Gazeta de Alagoas, tem livros publicados e já exerceu importantes cargos na vida pública alagoana, ocupando as pastas estaduais da Educação e da Saúde. Foi deputado estadual. É fundador e presidente da Sobrames - Sociedade Brasileira de Médicos Escritores/Alagoas e membro da Academia Maceioense de Letras.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Soneto sem nexo


A uma Santa (*)

.

Tu és o quelso do pental ganírio

saltando as rimpas do fermim calério

carpindo as taipas do furor salírio

nos rúbios calos do pijom sidério.

.

És o bartólio do bocal empírio

que ruge e passa no festim sitério,

em ticoteios do pártamo estírio,

rompendo gambas do hortomogenério.

.

Teus lindos olhos que têm barcalantes,

são começúrias que carquejam lantes,

nas cavas chusmas de nival oblôneo.

.

São carmentórios de um carcê metálio,

nas duas pélias por que pulsa Obálio,

vem vertimbráceas do pental perôneo.

.

(*) “Deste soneto, de impressionante harmonia, construído intencionalmente na base de fonemas sem nexo, sabe-se apenas que o autor se chama Luis Lisboa e é maranhense”. Citado por Lago Burnett no livro “A Língua Envergonhada”.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Poema de Dydha Lyra

Dydha Lyra

Invasão

Invadiram-me sem cerimônia
aqueles olhos verdes
tristes e irrequietos...
que juro
nunca ter sentido num olhar
tanta doçura,
desejo
e afeto!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Sonetos de Antonio Marinho do Nascimento

Poeta Antonio Marinho do Nascimento
.
.

Amor de estações

.

Chegaste como flor na primavera

Perfumando meu verso e minha vida

Era o início de uma nova era

Branca e singela como a margarida

.

Veio o verão e o sol forte que era

Deixou nossa paixão mais aquecida

Eu dizia: Meu Deus que bom, quem dera

Que esse amor não tivesse despedida

.

O outono, porém, veio a chegar

E nossas folhas ele ousou murchar

Faltou adubo para os corações

.

E o inverno chegando em brisas calmas

Foi congelando aos poucos nossas almas

E o amor só durou quatro estações.

.

Ao Duque
.
Um recado a Osório Duque Estrada
Pois o hino da pátria está erraddo
Nosso povo não tem mais o seu brado
E a luz do seu sol foi ofuscada
.
A justiça sem clava é fracassada
Nosso povo está desencorajado
Foge à luta envergonnha o seu passado
Nossos bosques de vida não tem nada
.
Só se vê na nação hipocrisia
Injustiça nós vemos todo dia
Se olharmos em volta este Brasil
.
Mesmo assim ainda amo a minha terra
Grito forte em planície, monte e serra
Que és amada entre outras terras mil.

.

Antonio Marinho do Nascimento é natural de São José do Egito, Pernambuco, terra da poesia. Descende de uma forte linhagem poética: filho de Zeto e Bia Marinho, neto de Lourival Batista, bisneto de Antonio Marinho, sobrinho de Otacílio e Dimas Batista, e de Graça Nascimento e Job Patriota, alguns dos maiores repentistas brasileiros. Quem poderia ter sangue mais nobre? Aos dezesseis anos (2003) lançou seu primeiro livro - Nascimento - do qual extraímos estes sonetos. A foto acima está na capa do livro citado.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Poema de Adélia Prado


AMOR NO ÉTER

.

Adélia Prado
.

Há dentro de mim uma paisagem
entre meio-dia e duas horas da tarde.
Aves pernaltas, os bicos mergulhados na água,
entram e não neste lugar de memória,
uma lagoa rasa com caniço na margem.
Habito nele, quando os desejos do corpo,
a metafísica, exclamam:
como és bonito!
Quero escrever-te até encontrar
onde segregas tanto sentimento.
Pensas em mim, teu meio-riso secreto
atravessa mar e montanha,
me sobressalta em arrepios,
o amor sobre o natural.
O corpo é leve como a alma,
os minerais voam como borboletas.
Tudo deste lugar
entre meio-dia e duas horas da tarde.

.

Adélia Luzia Prado Freitas (Divinópolis, 13 de dezembro de 1935). Nas palavras de Carlos Drummond de Andrade: "Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo: esta é a lei, não dos homens, mas de Deus. Adélia é fogo, fogo de Deus em Divinópolis".



sexta-feira, 15 de maio de 2009

Desabafo do poeta Manoel Cícero

.
No mundo da teimosia
entre a tristeza e a arrogância,
é tão triste a ignorância,
tão cruenta e tão mordaz
que a própria sabedoria
de tudo sabendo tanto
não pode saber do quanto
o ignorante é capaz.
.
Um desabafo do poeta Manoel Cícero do Nascimento, alagoano de Coqueiro Seco, nos anos 60. Vejam que a natureza humana pouco mudou.

domingo, 26 de abril de 2009

Abstracionismo de Célia Santos





O olhar atento vai captando imagens e cores para transformá-las em telas abstratas de uma beleza inefável, onde predominam os sentimentos e as emoções através do colorido e das formas criadas livremente, fruto de pesquisas cromáticas que produzem variações espaciais e formais na pintura, através das tonalidades e dos matizes obtidos. Assim, tem sido a rotina da artista plástica Célia Santos, um dos expoentes maiores da pintura abstrata alagoana.
.
A menina nascida em Utinga Leão, na Grande Maceió, sempre viveu em ambiente multicolorido a partir dos jardins residenciais, da pracinha, do casario, da beleza da Mata Atlântica, mergulhando na exuberância do canavial que cercava o seu universo. Toda essa bagagem de luz e cores forjou a consciência pictórica da futura artista que somente desabrocharia alguns anos depois. A artista de hoje abandona a perspectiva tradicional e as formas da pintura, utilizando-se de linhas e cores para exprimir emoções.
.
Os quadros de Célia Santos ganharam o mundo, saíram do Brasil para enriquecer pinacotecas longe daqui, graças a exposições realizadas em Maceió e, especialmente, em São Paulo. Os seus trabalhos voaram para os Estados Unidos, Portugal, Itália, Chile e tantos outros países, elevando o nome da artista alagoana. Realizar uma exposição hoje seria difícil, pois seus trabalhos são muito requisitados por arquitetos e decoradores.

.