A uma Santa (*)
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Tu és o quelso do pental ganírio
saltando as rimpas do fermim calério
carpindo as taipas do furor salírio
nos rúbios calos do pijom sidério.
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És o bartólio do bocal empírio
que ruge e passa no festim sitério,
em ticoteios do pártamo estírio,
rompendo gambas do hortomogenério.
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Teus lindos olhos que têm barcalantes,
são começúrias que carquejam lantes,
nas cavas chusmas de nival oblôneo.
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São carmentórios de um carcê metálio,
nas duas pélias por que pulsa Obálio,
vem vertimbráceas do pental perôneo.
(*) “Deste soneto, de impressionante harmonia, construído intencionalmente na base de fonemas sem nexo, sabe-se apenas que o autor se chama Luis Lisboa e é maranhense”. Citado por Lago Burnett no livro “A Língua Envergonhada”.





1 comentários:
Este é realmente mais doido do que o poeta analfabeto Zé Limeira. É um literato doido.
Antonio Lima Santos
João Pessoa - PB
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