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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Soneto sem nexo


A uma Santa (*)

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Tu és o quelso do pental ganírio

saltando as rimpas do fermim calério

carpindo as taipas do furor salírio

nos rúbios calos do pijom sidério.

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És o bartólio do bocal empírio

que ruge e passa no festim sitério,

em ticoteios do pártamo estírio,

rompendo gambas do hortomogenério.

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Teus lindos olhos que têm barcalantes,

são começúrias que carquejam lantes,

nas cavas chusmas de nival oblôneo.

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São carmentórios de um carcê metálio,

nas duas pélias por que pulsa Obálio,

vem vertimbráceas do pental perôneo.

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(*) “Deste soneto, de impressionante harmonia, construído intencionalmente na base de fonemas sem nexo, sabe-se apenas que o autor se chama Luis Lisboa e é maranhense”. Citado por Lago Burnett no livro “A Língua Envergonhada”.

1 comentários:

Anônimo disse...

Este é realmente mais doido do que o poeta analfabeto Zé Limeira. É um literato doido.

Antonio Lima Santos
João Pessoa - PB