quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Poema de Eudes Jarbas

Último poema
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Eudes Jarbas (*)
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Querida...
Quando eu morrer
Me tome nos braços como filho,
Me deite na cama, vista meu corpo e,
Penteie os meus cabelos,
Entrelace minhas mãos sobre o meu peito
(Como se eu estivesse fazendo uma Prece).
Não me molhe com suas lágrimas
E não amasse a minha roupa...
Com seus abraços.
Beije, apenas, minha testa,
Sem deixar os vestígios dos seus lábios.
Lembre-se que vou partir
Para uma longa viagem...
Vou me encontrar com Deus
E não quero que ele me veja em
Desalinho.
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(*) Eudes Jarbas de Melo, (21.02.25 – 26.09.99) advogado, jornalista, poeta, cronista, contista, deixou publicado: Teias de Ilusão e Ninho de Rosas (poesia), O Lobisomem (contos) e Etiqueta - Regras de Comportamento Deixou inéditos: "Além da Imaginação" e "Estórias que eu ouvi contar", ambos de contos.

Um comentário:

Arlene disse...

Zé, que saudade do nosso amigo Eudes Jarbas. Ele foi uma das pessoas que me marcaram pela inteligência e o papo solto. Suas poesias são lindas. Nunca o esqueceremos, não é mesmo? E o seu blog, hem, está lindíssimo. Você é danado, no bom sentido. Boa noite. Arlene.